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Nova gasolina brasileira: o que muda na prática?

Por PROAUTO

Entrou em vigor nesta segunda-feira, dia 3, a Resolução 807/20, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a produção de combustíveis por parte de refinarias nacionais e também para produtos de importação. As novas regras estão alinhadas a padrões de qualidade mais elevados e uma maior eficiência dos motores, aumentando a autonomia dos veículos, além de estarem adequadas às exigências de níveis de emissões de poluentes mais recentes. A mudança vem com o repasse de um maior preço ao consumidor final, porém especialistas argumentam que a maior eficiência do novo combustível supre as lacunas deixadas pela atual regulação. Confira o que isso significa na prática: Octanagem É a capacidade que a gasolina tem de resistir à compressão dentro do motor. Depois que a gasolina entra vaporizada, o pistão comprime e aí vem a faísca na vela e explode; isso é que faz o carro andar. A nova regra estabelece a mudança da metodologia IAD, usada no Brasil e EUA, para a RON, (já usada na Europa). A IAD é um valor médio entre dois sistemas de medição: MON e RON, a diferença entre as duas medições é que a octanagem MON mede a resistência à detonação em uma rotação mais alta, já a octanagem RON mede o mesmo parâmetro em rotações mais baixas. Em paralelo à mudança de metodologia, vem o estabelecimento do limite mínimo de 92 para a octanagem da nova gasolina. Em termos comparativos, um IAD de 87 equivale ao limite de 92 na metodologia RON, que é o novo limite mínimo para comercialização no Brasil. Hoje, a gasolina comum/aditivada produzida no Brasil já tem IAD 87 e a gasolina premium IAD de 95. Percebemos, então, que pouco muda em relação ao que já é praticado hoje para combustíveis mais potentes. Cabe destacar que os carros mais novos e com taxa de compressão elevada poderão se beneficiar com um combustível com maior octanagem. Por outro lado, uma octanagem baixa pode provocar a “batida de pino” em qualquer motor. Densidade A nova regra fixa também densidade mínima do litro da gasolina em 715 gramas, possibilitando uma redução de consumo de 4% a 6%, conforme a ANP. Ainda não havia um padrão estabelecido para a densidade ou massa específica (ME), o que é fundamental para o bom funcionamento do motor, pois quanto menor a densidade, maior o consumo. A mudança também irá dificultar fraudes na sua formulação, com o combate ao uso de solventes e naftas de baixa qualidade na adulteração do produto comercializado ao consumidor, pois a maioria dos solventes utilizados para se adulterar a gasolina tem peso (densidade) inferior. Ponto de vaporização Outra novidade é o estabelecimento de um valor mínimo e máximo de temperatura para a evaporação de 50% para a gasolina tipo A (pura), parâmetro que é chamado de destilação e mede a volatilidade do combustível. Antes, a ANP regulava apenas o limite máximo, agora, a parametrização mais completa irá favorecer a eficiência do motor, pois o perfil adequado de destilação gera melhora na qualidade da combustão em ponto morto, na dirigibilidade, no tempo de resposta, na partida a frio e no aquecimento. Com todas essas mudanças você deve estar se perguntando: será que eu vou ter que fazer alguma alteração no meu carro para que ele possa utilizar o novo combustível? A resposta é não. Outro ponto positivo é que os motores não vão precisar passar por qualquer ajuste para consumir a nova gasolina brasileira. A ANP deu até 90 dias para a comercialização dos estoques da gasolina antiga, sendo que a partir de 1º de novembro de 2020, a nova gasolina deverá ser a única vendida nos postos do país. Além disso, todos os postos deverão disponibilizar o medidor para testar a densidade da gasolina a pedido do consumidor. E você, o que achou dessa novidade? Deixe aqui a sua opinião e compartilhe a notícia com os seus amigos e conhecidos.